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Taís Di Crisci



Cidade grande, enquanto eu ando, todos os farois abertos pra mim. Intervenções de todos os tipos. E pra que na cafeteria os encostos nas cadeiras, se a tensão em volta das pessoas é tanta que elas não enconstam?

Bobagens escritas em qualquer canto, em qualquer conto, e eu, será que eu conto? Será que eu entro em que contagem? Na das pessoas da cidade ou do interior, se passo metade da minha semana em cada um deles?

Conflitos internos do interior ou externos da cidade grande? Será que penso muito em mim como falam? Então por que faço o que me pedem, tento agradar sempre? Sem perder meu jeito claro. Mas que jeito é esse? O Jeito patricinha que adora rosa e faz coleção de barbies, o jeito artista que me permite atuar e escrever aqui o que eu bem entender, o jeito da porra louca  popular do colégio que mete medo em todo mundo, o jeito da apaixonada que pensa nele o tempo todo?

Taxada de rebelde, Barbie girl, boba, grossa, estourada, gênio, lolita, será que eu posso ser tudo isso mesmo ou são só personagens de uma atriz mal resolvida?



Escrito por Taís di Crisci às 10:50
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